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Copiloto ou piloto automático: decidindo tarefa por tarefa

5 min de leituraPor KAgents team

Quando uma equipe conhece um trabalhador digital, a pergunta costuma aparecer assim: "Dá para confiar nele?". Parece uma única pergunta. Na prática, é uma pergunta diferente para cada tarefa, porque a função de um trabalhador é um conjunto de tarefas, e cada uma traz um tipo diferente de risco.

É por isso que a KAgents define o modo por tarefa, e não por trabalhador. No modo copiloto, o trabalhador prepara o trabalho e uma pessoa aprova. No piloto automático, o trabalhador conclui a tarefa sozinho, dentro dos limites que você define, e passa para uma pessoa tudo o que estiver fora deles. O mesmo trabalhador pode fazer as duas coisas no mesmo dia.

Por que o modo pertence à tarefa

Pense no Pedro, nosso trabalhador de atendimento ao cliente. Responder “Onde está meu pedido?” significa consultar o pedido, ler o status da entrega e responder. A resposta ou está certa ou é fácil de corrigir. Emitir um reembolso acima do seu limite é diferente: o dinheiro sai da empresa, e a decisão deve ficar com alguém da sua equipe. Mesmo trabalhador, mesmo helpdesk, riscos muito diferentes.

O padrão se repete em todas as áreas. A Tainá, trabalhadora de vendas, pode agendar uma reunião quando um pedido de demo recebido atende aos seus critérios. Um primeiro e-mail para uma nova conta-alvo já é outra história. Ele sai em nome da sua empresa para alguém que nunca teve contato com você, então um vendedor lê antes. A Débora, trabalhadora de finanças, pode enviar lembretes sobre faturas vencidas nos intervalos definidos pela sua política. Uma rodada de pagamentos sempre aguarda um aprovador designado.

Se você define um único modo para o trabalhador inteiro, acaba escolhendo entre duas opções ruins. Ou tudo espera por revisão, inclusive o trabalho que ninguém precisa conferir, ou tudo roda sozinho, inclusive o trabalho que nunca deveria passar sem uma pessoa.

Quatro perguntas para fazer sobre cada tarefa

Quatro perguntas resolvem a maior parte da questão. Nenhuma delas exige um modelo de pontuação. Exigem alguém que conheça a função.

  1. O que acontece se der errado, e dá para desfazer? Um rascunho pode ser editado. Um e-mail enviado não tem volta, e um pagamento é difícil de reverter. Quanto mais difícil for reverter uma ação, mais tempo ela deve ficar no modo copiloto.
  2. As regras estão documentadas? Tarefas com entradas claras e uma política documentada são boas candidatas ao piloto automático. Tarefas em que a resposta depende de julgamento, contexto ou relacionamentos não são, pelo menos por enquanto.
  3. Quem recebe o resultado? Um resumo interno publicado no seu próprio canal tem baixa exposição. Uma mensagem para um cliente, um candidato ou um novo contato fala em nome da sua empresa. Uma conversa emocionalmente delicada precisa de uma pessoa.
  4. Quão parecidos são os casos? Quando a maioria dos casos é parecida, a revisão mostra rapidamente se o trabalhador lida bem com eles. Quando cada caso é diferente, a revisão nunca fica mais fácil, e talvez a tarefa deva ficar no copiloto de vez.

Um jeito simples de mapear

Anote todas as tarefas que o trabalhador assumiria, uma por linha. Ao lado de cada uma, registre as quatro respostas: reversível ou não, regras escritas ou não, quem recebe o resultado, rotineira ou variada.

Toda tarefa começa no modo copiloto, então o mapa não decide onde uma tarefa começa. Ele mostra quais tarefas são candidatas a mudar mais tarde e quais nunca serão. Tarefas reversíveis, baseadas em regras e rotineiras são suas primeiras candidatas. Tarefas que não passam em duas ou mais perguntas devem continuar no modo copiloto até que o histórico de revisões indique o contrário.

Mantenha o mapa junto às regras do trabalhador. Ele é o registro simples de por que cada tarefa funciona do jeito que funciona, e encurta a próxima conversa quando alguém perguntar.

Alguns limites não mudam

Algumas ações ficam fora desse exercício. Na KAgents, rodadas de pagamentos e reembolsos acima do seu limite sempre exigem um aprovador designado. Essas ações não podem ir para o piloto automático. O mesmo vale para decisões sobre pessoas. O André, trabalhador de RH, faz a triagem dos candidatos com base nos seus critérios e escreve uma observação sobre cada um, mas é uma pessoa que decide quem avança e quem recebe uma proposta.

Você pode acrescentar seus próprios limites fixos. Marque qualquer ação como sensível, como uma proposta, um crédito ou um e-mail para um novo contato. A partir daí, ela aguarda a aprovação de uma pessoa designada, seja qual for o modo em que o resto da tarefa roda.

Movendo o limite, nos dois sentidos

Quando uma tarefa estiver pronta, mude só essa tarefa. Não mude um trabalhador inteiro de uma vez. O piloto automático continua funcionando dentro de salvaguardas: os valores, destinatários, canais e horários que você define. Casos fora dessas regras vão para uma pessoa com um resumo do que aconteceu até ali. Toda ação fica registrada, então você pode ver o que o trabalhador leu, o que alterou e qual regra se aplicou.

O limite também pode recuar. Uma nova política de reembolso, um lançamento de produto ou uma temporada de pico podem transformar uma tarefa rotineira em uma que volta a precisar de um segundo par de olhos. Devolver a tarefa ao modo copiloto não exige um projeto. Você pode mudar o modo de uma tarefa quando quiser. Encare isso como manutenção normal, não como um fracasso.

Com o tempo, o mapa muda, e é exatamente essa a ideia. A decisão nunca é tomada de uma vez para o trabalhador inteiro. Ela é tomada tarefa por tarefa, pelas pessoas responsáveis pelo trabalho.

Se você já tem um backlog em mente, leve a lista de tarefas para uma demo. Vamos analisá-la com você, tarefa por tarefa, e marcar onde cada uma começa e para onde pode ir depois.

Os nomes e os símbolos são personas de agentes de software. Eles ajudam sua equipe a saber quem cuida de quê.